Como a tecnologia 5G pode impactar a indústria alimentícia em 2023

Avanços na conectividade deve ganhar força nos próximos anos, quando o 5G abrangir todo o Brasil; confira as tendências em novas tecnologias.

Realizado no segundo semestre de 2021, o leilão do 5G no Brasil chamou atenção. Na ocasião, foram leiloadas diversas frequências do novo tipo de tecnologia, com as empresas vencedoras assumindo compromissos como a garantia da cobertura 5G a todas as cidades com mais de 30 mil habitantes no país, implantação de fibra ótica em locais com baixa infraestrutura de conectividade e 4G em rodovias federais. A previsão do governo federal é de que a cobertura 5G, que começou em julho de 2022 nas capitais estaduais, se espalhe para todas as cidades brasileiras até 2028.

Diante desta realidade, a indústria de alimentos deve encontrar novos desafios, mas também se beneficiar com práticas que podem melhorar a produtividade. Para nos aprofundarmos mais sobre o tema, o Food Connection conversou com Zaima Milazzo, diretora de inovação da Algar Telecom, empresa que arrematou o lote F8 (40 MHz na faixa 2,3 GHz) no leilão do ano passado. Ela também é presidente do Brain, Centro de Inovação em Negócios Digitais fundado pela instituição.

“O leilão do 5G foi um passo significativo para a evolução do país dentro da economia digital.  5G não é apenas uma rede mais veloz e de mais baixa latência. Essa tecnologia possui também uma flexibilidade que vai impactar e transformar as relações de trabalho, entre empresas e até entre países. As empresas precisam identificar seus maiores problemas para utilizar a tecnologia como apoio, além da criação de novos modelos de negócio/serviço. O leilão confirmou a expectativa de entrada de novas empresas no mercado. A chegada de estreantes no setor móvel será de enorme importância para diversificar a oferta de serviços para os consumidores. Isso deve ajudar a ampliar a oferta de serviços e aumentar a competição em algumas localidades”, comenta.

A tecnologia 5G possibilita uma rede hiperinteligente para replanejamento de serviços e operações, principalmente em questão de coleta e análise de dados em tempo real. Conforme explica a diretora de inovação da Algar Telecom, essa rede robusta possibilita a utilização customizada de diferentes aplicações que auxiliam na eficiência operacional, produtividade, redução de custos e tomada de decisões na indústria.

“Olhando para a jornada de uma indústria alimentícia, podemos ilustrar casos de uso como embarcação de sensores para captação de dados nas linhas de produção; câmeras com análise de imagens e inteligência artificial para gerar alertas de qualidade e segurança; robôs autônomos para automação dos galpões logísticos; e realidade aumentada para otimização de processos de manutenção e treinamentos. Na agropecuária, um grande potencial de aplicações também poderá ser visto com o 5G, refletindo uma maior produtividade com a troca de dados e controle remoto entre maquinários; mais informações e tomada de decisões, por meio de drones e outras tecnologias analíticas em tempo real que permitam identificar desperdícios”, afirma.

Realizado no segundo semestre de 2021, o leilão do 5G no Brasil chamou atenção. Na ocasião, foram leiloadas diversas frequências do novo tipo de tecnologia, com as empresas vencedoras assumindo compromissos como a garantia da cobertura 5G a todas as cidades com mais de 30 mil habitantes no país, implantação de fibra ótica em locais com baixa infraestrutura de conectividade e 4G em rodovias federais. A previsão do governo federal é de que a cobertura 5G, que começou em julho de 2022 nas capitais estaduais, se espalhe para todas as cidades brasileiras até 2028.

Diante desta realidade, a indústria de alimentos deve encontrar novos desafios, mas também se beneficiar com práticas que podem melhorar a produtividade. Para nos aprofundarmos mais sobre o tema, o Food Connection conversou com Zaima Milazzo, diretora de inovação da Algar Telecom, empresa que arrematou o lote F8 (40 MHz na faixa 2,3 GHz) no leilão do ano passado. Ela também é presidente do Brain, Centro de Inovação em Negócios Digitais fundado pela instituição.

“O leilão do 5G foi um passo significativo para a evolução do país dentro da economia digital.  5G não é apenas uma rede mais veloz e de mais baixa latência. Essa tecnologia possui também uma flexibilidade que vai impactar e transformar as relações de trabalho, entre empresas e até entre países. As empresas precisam identificar seus maiores problemas para utilizar a tecnologia como apoio, além da criação de novos modelos de negócio/serviço. O leilão confirmou a expectativa de entrada de novas empresas no mercado. A chegada de estreantes no setor móvel será de enorme importância para diversificar a oferta de serviços para os consumidores. Isso deve ajudar a ampliar a oferta de serviços e aumentar a competição em algumas localidades”, comenta.

A tecnologia 5G possibilita uma rede hiperinteligente para replanejamento de serviços e operações, principalmente em questão de coleta e análise de dados em tempo real. Conforme explica a diretora de inovação da Algar Telecom, essa rede robusta possibilita a utilização customizada de diferentes aplicações que auxiliam na eficiência operacional, produtividade, redução de custos e tomada de decisões na indústria.

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“Olhando para a jornada de uma indústria alimentícia, podemos ilustrar casos de uso como embarcação de sensores para captação de dados nas linhas de produção; câmeras com análise de imagens e inteligência artificial para gerar alertas de qualidade e segurança; robôs autônomos para automação dos galpões logísticos; e realidade aumentada para otimização de processos de manutenção e treinamentos. Na agropecuária, um grande potencial de aplicações também poderá ser visto com o 5G, refletindo uma maior produtividade com a troca de dados e controle remoto entre maquinários; mais informações e tomada de decisões, por meio de drones e outras tecnologias analíticas em tempo real que permitam identificar desperdícios”, afirma.

 

Soluções disponíveis para a indústria

Já o K1 Agro integra diversas tecnologias para entregar ao cliente, em tempo real, imagens no campo, com a intenção de aumentar a produtividade e reduzir riscos de perdas financeiras para o produtor rural, trazendo informações sobre temperatura, climatologia, detecção de áudio, invasão de perímetro, coloração de plantas e uma câmera térmica para prevenção de incêndios.

Há ainda o hardware Grandeo, que utiliza tecnologia de infravermelho e inteligência artificial para identificar a qualidade da plantação, identificando o ponto ótimo da colheita, o que maximiza a produtividade, impactando o custo de produção.

“Com a IA embarcada, cruzando informações, é possível fazer as análises de solo, nutrição de plantas e produtividade e obter as respostas em tempo real, trazendo um alto impacto na produção de alimentos. Com o 5G, as possibilidades de análise poderão ser ainda mais assertivas com a escala e quantidade de amostras e também o tempo de diagnóstico reduzido a real time”, ressalta.

Mais moderna, a tecnologia 5G acaba sendo também mais eficiente do que suas antecessoras, reduzindo em até 90% o consumo de energia por dado trafegado, ou seja, há um menor impacto ambiental com consumo de energia em larga escala.

FONTE: https://www.foodconnection.com.br/tecnologia/como-tecnologia-5g-pode-impactar-industria-alimenticia-em-2023

 

Sindicato da indústria de Doces e Conservas Alimentícias de Pernambuco

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